O impacto da pandemia no car sharing

Terá a COVID-19 estagnado o crescimento da mobilidade partilhada?

A Covid-19 mudou a forma como pensamos a mobilidade. Nestas circunstâncias, a LeasePlan desenvolveu o estudo Mobility Insights Report. Neste estudo são apuradas as opiniões de 5.407 condutores de mais de 22 países, incluindo Portugal, sobre os mais variados assuntos importantes para o setor, nomeadamente a partilha de viaturas em plena pandemia.

25 de Janeiro de 2021

Mobilidade partilhada: quando o meu veículo é de todos

O car sharing chegou a Portugal em meados de 2009. O apelo deve-se à possibilidade de alugar um automóvel por curtos períodos, sem motorista e sem ter sequer de se dirigir a um balcão para levantar a chave.

O funcionamento das plataformas de car sharing é hoje bem conhecido: os carros encontram-se espalhados por várias zonas das cidades, dentro de um perímetro definido. Para utilizar, basta estar registado na plataforma de car sharing. O carro abre com o smartphone. Chegado ao destino, não é necessário devolver o carro no local de origem, basta estacionar.

De que forma o car sharing sofreu com a Covid-19?

Os anos de 2017 a 2019 foram marcados por um crescimento acelerado no que diz respeito à utilização de car sharing. Antes do início da pandemia, o número de utilizadores registados neste tipo de plataformas já rondava os 10 milhões de pessoas. Estimava-se que este número subisse para os 36 milhões de utilizadores até 2025, ano em que era projetado a um valor de mercado global de 11 mil milhões de dólares. 

A Covid-19 colocou o mundo em pausa, incluindo a mobilidade: estradas vazias, vias sem trânsito, empresas paradas, cidadãos confinados em casa. Mas como é a Covid-19 afetou o car sharing?

Impactos da Covid-19 no car sharing

Antes da pandemia, o car sharing estava em forte crescimento: mais de 1.000 cidades já disponibilizavam este serviço em 2019. Contudo, o impacto da Covid-19 fez o mercado estremecer.

Em Milão, por exemplo, o serviço diminuiu 26% no final de fevereiro, numa única semana. Dois meses depois, a procura já tinha caído 90% em relação a janeiro de 2020, antes da pandemia ter início.

Esta diminuição fez-se sentir depois das recomendações da Organização Mundial de Saúde: manter o distanciamento social e evitar partilhar espaços e objetos pessoais, nomeadamente viaturas. Além disso, em alguns países como Portugal, foram impostas regrar relativamente ao número máximo de pessoas que podiam circular juntas para evitar a propagação do novo vírus.

A par disto, os condutores e passageiros apontam mais algumas razões: sentem-se mais seguros a viajar num carro particular.

Na mais recente edição anual do Mobility Insights Report da LeasePlan, que analisa a opinião de condutores de 22 países foi possível verificar esta tendência. Desde o início da pandemia, 79% dos inquiridos afirmaram estar mais conscientes do conforto que uma viatura própria proporciona, ao contrário de um meio de transporte partilhado. Assim sendo, a probabilidade destes inquiridos (65%) recorrerem aos transportes públicos como principal meio de mobilidade também é menor.

Entre os países incluídos neste estudo, os que apresentavam uma percentagem maior de mudança de comportamentos relacionados com a mobilidade no pós-Covid-19, destacam-se o Luxemburgo, Itália, Grécia e Turquia.

No que diz respeito à consciencialização ambiental, algo que também sofreu alterações com a pandemia, Portugal lidera o ranking dos 22 países entrevistados. Cerca de 80% dos 5.407 entrevistados, passaram a levar mais a sério as alterações climáticas como uma ameaça ao planeta.

Que futuro para a mobilidade partilhada após uma pandemia?

A pandemia abalou o mercado de car sharing, mas, ao mesmo tempo, abriu novas possibilidades.

A Covid-19 pode ser a oportunidade que muitas empresas esperavam para acelerar o desenvolvimento de novas soluções de partilha de veículos.

De acordo com o estudo levado a cabo pela LeasePlan em 22 países, 75% das empresas distribuidoras entrevistadas está disposta a partilhar a sua frota com a concorrência para reduzir o impacto no ambiente e responder ao aumento da procura de e-commerce.

E as evidências de que algo está a mudar não ficam por aqui. Na China, por exemplo, três meses depois do surto do vírus, o recurso a soluções da chamada micromobilidade partilhada - bicicletas e scooters - aumentou.

Para o car sharing, o caminho para reconquistar a confiança dos condutores portugueses passará por algumas adaptações: reforçar a higienização das viaturas, desenvolver novas tecnologias para proteger os utilizadores, acrescentar novos veículos às frotas e tornar o processo ainda mais flexível.

Estas adaptações serão fundamentais para garantir a continuidade e progresso do setor da mobilidade partilhada em Portugal e no resto do mundo.

A LeasePlan tem mais de 50 anos de experiência em mais de 30 países, a ajudar grandes e pequenas empresas a reduzir os custos e a simplificar a gestão de frotas o máximo possível. Criamos soluções de gestão de frotas personalizadas, à medida da sua estratégia e orçamento, e oferecendo-lhe exatamente o outsourcing de que necessita.

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