Cinto de Segurança: Fique a saber tudo sobre esta invenção

3 min de leituraInovação
O cinto de segurança é aspeto indispensável na vida de um condutor. É verdade que temos o hábito de o tomar por garantido, mas ele nem sempre esteve lá. Desde a sua invenção até ao seu estado atual, já sofreu diversas alterações. Confira aqui esta evolução.
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É verdade, nem nos damos conta, mas o cinto de segurança é um elemento de segurança passiva na condução. Consiste num sistema de retenção da posição do condutor ou passageiros no caso de ocorrer um acidente ou uma paragem repentina. Como sabemos, é composto por um conjunto de fitas de tecido, pré-tensionadas, que impedem que as pessoas sejam projetadas em caso de acidente.

Voltemos atrás no tempo…

Os primeiros cintos de segurança surgiram no final do século XIX, para impedir que os passageiros caíssem das carruagens de cavalos durante a viagem. Depois, no início do século XX, também começaram a ser usados na aviação.

Nas décadas seguintes, a adoção deste elemento de segurança começou a banalizar-se. Inicialmente, houve um período de alguma resistência por parte dos consumidores. Havia uma perceção de que, se o carro necessitava de cinto, seria pouco seguro. Com o passar do tempo, a importância do cinto para a segurança dos condutores e passageiros passou a ser reconhecida e enquanto dispositivo de segurança tornou-se numa prática comum. No entanto, o cinto ainda era o de dois pontos.

Volvo evoluiu na década de 60 do século XX

A grande mudança nos cintos de segurança ocorreu em 1959, quando um engenheiro da marca Volvo desenvolveu o cinto de três pontos. Tratou-se de uma autêntica revolução ao nível da segurança, quando comparado com o seu antecessor. Para que todos pudessem usufruir da segurança que oferece, a patente foi cedida e todas as marcas, que passaram a poder fabricar os seus veículos com a inclusão deste elemento de segurança acrescida.

Ao longo das décadas, foram surgindo algumas variantes do cinto (cinto para crianças, cinto com cinco pontos, etc.). Mas, como o leitor poderá notar, desde então, o cinto não sofreu grandes alterações e é este o modelo encontrado na maioria dos automóveis.

O que nos trará o futuro?

Embora os benefícios do cinto de três pontos estejam mais que comprovados, ainda há quem fique com lesões em consequência da sua utilização (o que é chamado de “Seat belt Syndrome”). Com as novas tecnologias, e com os conhecimentos adquiridos sobre este tema, que alterações se podem fazer ao atual conceito de cinto de segurança, para que seja possível beneficiar da sua utilização, sem que isso implique pequenas lesões? Destacamos três iniciativas que visam responder a esta questão.

1. Cinto de segurança insuflável

Foi patenteado pela Ford e cedido a todas as marcas em 2014. O conceito introduz no cinto a função de airbag. No caso de ocorrer uma colisão, uma bolsa enche-se rapidamente de ar, ultrapassando o tecido do cinto e expandindo. É mais abrangente, o que faz com que a energia seja distribuída de maneira mais eficiente e o risco de lesões diminui. Evita, por exemplo, o efeito de chicote (whiplash).

2. Cinto que se desaperta automaticamente

Este conceito encontra-se em fase de desenvolvimento pela empresa europeia Atos. Foi pensado para transportes públicos, embora o conceito possa ser transposto para veículos particulares. Funciona com base em sensores que detetam o acidente, libertando o passageiro para que este não fique preso consiga sair da zona do sinistro. Seria ideal para situações como a de o carro pegar fogo, ou a de cair num lago, por exemplo.

3. Sistema Harken

Funciona mais no meio da prevenção do acidente. O cinto dispõe de sensores que monitorizam, em contacto direto, o ritmo cardíaco e a respiração do condutor. Consegue identificar, por exemplo, fadiga e sonolência, causas comuns de acidentes na estrada. Nestes casos, é emitido um aviso para que a condução seja interrompida com segurança. Esta tecnologia deverá ser apenas utilizada por empresas ligadas a serviços de transporte, sendo pouco provável que venha a ser aplicado aos automóveis vendidos a particulares.

É natural - e inspirador! - que existam novas iniciativas capazes de ajudar a melhorar os cintos de segurança. Afinal, ao longo de décadas, este dispositivo tem sido responsável por salvar milhares de pessoas. Mas cabe-nos a nós, condutores, fazer a nossa parte e conduzir da forma mais segura possível.

Publicado a 7 de abril de 2022

7 de abril de 2022
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