
Alta da gasolina: entenda como funciona o preço do combustível
Composição do preço inclui tributos, cotações internacionais e taxa de câmbio.
Os reajustes no preço da gasolina têm ganhado destaque na mídia nos últimos meses. O combustível já acumula uma alta de mais de 40% no ano, e o Diesel, 34%.
Na última quinta-feira (25), a Petrobras anunciou uma nova redução dos valores pagos pela gasolina às refinarias. Embora haja uma redução de R$0,11, quando avaliamos os valores, ainda percebemos uma alta considerável nos preços em comparação ao ano passado.
Só para ter uma ideia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluiu a alta da gasolina como o principal fator para o aumento da inflação do mês de março, que disparou para 0,93%, contra 0,48% em fevereiro.
A política de preços da Petrobras funciona pelo método de paridade de importação, que calcula o custo da venda de combustíveis importados no mercado interno. Neste tipo de cálculo, considera-se as cotações internacionais, a taxa de câmbio e os custos de importação.
No caso das cotações internacionais, após um período de queda devido à pandemia, elas dispararam em 2021 com a expectativa de retomada após o início da campanha de vacinação mundial. Já em relação à taxa de câmbio, o risco fiscal e os juros baixos sinalizam aos especialistas que o dólar pode chegar a R$5,15 no final do ano.
Segundo a Petrobras, o preço do combustível para os consumidores finais ainda aumenta em decorrência de tributos, da adição obrigatória dos biocombustíveis, além da margem de lucro das distribuidoras e postos.
O valor impacta diretamente as empresas e os consumidores brasileiros, porém, a pauta tem aumentado ainda mais os ânimos do cenário político e econômico nacional neste primeiro semestre do ano. Em 19 de fevereiro, a política de preços provocou a demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco pelo presidente Jair Bolsonaro.
Sobre a alta registrada agora em 2021, os especialistas apontam para a pressão dos preços do petróleo e derivados no mercado internacional, além da redução da produção nos países exportadores. O câmbio elevado, dado aos recentes acontecimentos políticos, também é um fator que tem contribuído para o aumento.
Apesar da recente queda, muitos consumidores ainda não perceberam diferença no preço final. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicombustíveis), por terem uma política de valores própria, cada revendedor tem a possibilidade de decidir sobre o preço. Como a redução é recente, também será preciso aguardar o final dos estoques para conferir se as distribuidoras irão repassar os valores das refinarias.
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